O Grupo Dona Mariquinha nasceu da necessidade de registrar e difundir a música popular de raiz. Com seis integrantes, o grupo tem como objetivo a pesquisa dos folguedos e danças, grupos folclóricos e trajetória dos Mestres da Cultura Popular, além de promover o registro escrito, sonoro e visual destas manifestações, contribuindo na difusão deste patrimônio imaterial.
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domingo, 22 de maio de 2011
"Uma Tarde com Mestra Edileusa"
Dia sem muita animação, tarde de um domingo chuvoso... Até chegar a casa da Mestra Edileusa; que vitalidade, que memória, que alegria. Fomos muito bem recebidos pela Mestra de Baiana, moradora da linda praia de Guaxuma.
Ao entrar em sua casa a primeira alegria; a enorme boneca “Vitalina Deusa do carnaval” nos esperava a soleira da porta muito bem arrumada e ficou ao nosso lado durante toda a tarde, uma honra, afinal ela é uma criação do Mestre Benedito, pai da Mestra Edileusa, que á 55 anos sai todos os sábados de Zé Pereira, à meia noite, pelas ruas “da Guaxuma” convocando a todos para “brincar o carnaval”.
Mestre Benedito criou Vitalina que no início era vestida de folhas de bananeira para que saísse acompanhando o Bloco da Mocidade. Após algum tempo, seu Pedro Vieira sugeriu ao Mestre que fizesse uma roupa mais bonita pra Vitalina, como “o mar num tava pra peixe”, a solução foi vestir Vitalina com um lindo vestido de estopa, estopa essa dos sacos de mercadorias que chegavam ao Barracão (espécie de mercadinho onde se vendia de tudo um pouco), para que ficasse mais bonito enfeitaram o vestido com papel crepom.
O tempo foi passando, as coisas melhorando, Vitalina a cada ano que saia ganhava um dinheirinho (quem gostava da festa doava algum dinheiro para ajudar nos festejos do próximo ano) e então começou a ter vestido bonito todos os anos. Antes de Mestre Benedito morrer, pediu a filha Edileusa que não deixasse Vitalina sair se não fosse com um vestido bonito, e assim o compromisso é mantido, todo ano lá está Vitalina com seu vestido/fantasia novinho para desfilar pelas ruas e até viajar, pois é! Ela recebe convites para ir para outros bairros e cidades próximas, além de ser figura certa no tradicional Banho de Mar a Fantasia, sua última vestimenta foi de cigana.
Procuramos Mestra Edileusa para sabermos um pouco mais sobre as “Baianas”, folguedo típico de Alagoas, Alagoas do baianá. Encontramos isso e muito mais! Além de Mestra Edileusa, encontramos um enorme acervo (mental e um caderno encantado) da irmã do Mestre Benedito, Mestra Antonia, tia da Mestra Edileusa, que faleceu a dois meses com 96 anos de idade, encontramos também o Bloco Mocidade com sua linda Vitalina e a Ciranda de Trupé, folguedo típico do litoral norte de Alagoas, que infelizmente não vemos mais em nossas festas e que Mestra Edileusa fez questão de cantar e dançar para que não perdêssemos nadinha.
Matulão (espécie de trouxa típica do nordeste) cheio, sorriso no rosto, saímos felizes, satisfeitos e agradecidos pela oportunidade rara que tivemos e pelo maravilhoso baú de sabedoria que nos foi aberto.
Texto Rose Mendonça
domingo, 15 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
13º Festival de Músicas do Mundo
terça-feira, 10 de maio de 2011
Oficina de Pandeiro Moderno dias 19, 20 e 21 de maio
Outras informações sobre a oficina:
Dias: 19, 20 e 21 de maio
Horários:
- 15h às 17h - Intermediário e Avançado com até 10 vagas
- 19h às 21h – Iniciantes com até 12 vagas
Inscrições no Teatro Deodoro das 09h às 12h (com Mônica) das 14h às 17h (com Carla)
Informações: (82) 3315-5665 / (81) 9744-2349 (produção)
Pandeiros disponíveis durante as aulas
Métodos a venda
Oficina de Confecção de Instrumentos
Fonte: www.ufal.edu.br
quarta-feira, 4 de maio de 2011
XV CONGRESSO BRASILEIRO DE FOLCLORE
História e Folclore: caminhos que se entrecruzam
quarta-feira, 27 de abril de 2011
"Chau do Pife"
quinta-feira, 21 de abril de 2011
"Uma Janela para o Mundo"
De onde admiro a cidade no seu momento mais bonito:
O toque da Ave-Maria na capelinha distante,
E o mágico pôr-do-sol, multicor e radiante..."
Trecho Poema Oriza Martins
Foto Rose Dias
Arte Harry Firmo
"Páscoa Nordestina"
terça-feira, 19 de abril de 2011
"4 ª Copa Benedito Bentes Capoeira"
Grupo Muzenza Capoeira
Premiação em Dinheiro
Organização: Instrutor Carlinhos
Supervisão: Mestre Girafa
20, 21 e 22 de Maio de 2011.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
"16 de Abril Dia Mundial da Voz"
Impostação vocal não é coisa que se faça em série. É pessoal - diferente para cada um. Para cada aparelho fonador, uma técnica vocal própria para ele. É como fazer uma roupa com as medidas corretas para aquela pessoa.
A técnica vocal é única , individual e se adapta a cada voz.
Não é somente a técnica vocal que importa. O que importa, na verdade, ao lado da técnica vocal, é a personalidade vocal, isto é , fazer de cada ser humano uma fonte de expressão sonora própria e não um robô vocal.
"Onde fica a nossa casa, onde é nosso lugar"
SESC Centro Maceió-AL
Com essa parceria com o SESC-CENTRO aqui em Maceió, temos a certeza de poder desenvolver nosso trabalho de forma ainda mais apurada e caprichada, contribuindo de forma efetiva com nossa cultura.
Agradecemos ao Sesc, especialmente a pessoa de Júlio César por sua orientação e compreensão.
"Dona Mariquinha foi beber na fonte"
Seguindo nosso caminho e nosso objetivo de pesquisar Folguedos, Danças, Grupos Folclóricos e a trajetória dos grandes Mestres da nossa Cultura Popular, visitamos no domingo passado Mestre Benon do Guerreiro Treme Terra de Alagoas, pois como ele bem disse, treme terra pode até ter outro mais de Alagoas é só o dele.
Em 1980 nasce o Guerreiro Treme Terra de Alagoas sob o comando do Mestre Benon, como bem disse o Mestre: “Nós já quebramos muito palanque por aí se apresentando com o Guerreiro", ou seja, a terra literalmente treme quando o Guerreiro chega.
Hoje o Guerreiro Treme Terra de Alagoas ensaia aos sábados à noite, na casa do Mestre, que fica na Chã de Bebedouro, e se apresenta pelo mundo afora, é só mandar chamar.
Obrigada por tudo Mestre!!!
Texto Rose Mendonça
terça-feira, 12 de abril de 2011
Dona Mariquinha no Projeto “Intervalos Culturais”, Escola Fernandes Lima, quarta, 04, às 9h.

O Grupo Dona Mariquinha estará se apresentando na Escola Fernandes Lima, no bairro do São Jorge, em Maceió, na próxima quarta-feira, na abertura do Projeto “Intervalos Culturais”, onde a Coordenadora da 13º Regional de Ensino, fará a entrega de violões aos alunos, dando início ao projeto.
domingo, 20 de março de 2011
Oficina de Maracatu
Contatos:
baquealagoano@gmail.com
mbaquealagoano@gmail.com
Andressa: (82) 9326-0669
Rômulo: (82) 9997-4515
Pablo: (82) 8844-1340
Fonte: maracatubaquealagoano.blogspot.com
"Fim do verão, início do outono ..."
Águas de Março
Tom Jobim
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminho
resto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Agradecimento
sábado, 12 de março de 2011
"08 de Março Dia Internacional da Mulher"
É que todo homem diante do amor treme
Eu não, eu sou diferente, sou mulher!
Fraca, fresca, fria, fútil...nada disso,
Forte, fogosa... Faminta!
Mulheres até choram, mas nunca tremem...
Homens...ah, esses sim!
Todo homem chora diante da morte.
Valorosos, viris, vistosos, vorazes...não!
Vis, vãos, vacilantes...
Se tivesse sido antes...não estaria pronta.
Toda mulher diante do parto é mãe.
Generosa, geradora, genitora ...gente.
Todo homem diante do parto é menino...
Sêmen, semente, sedutor...sexo.
Se não estivesse pronta... não teria sido agora.
Porque toda morte diante da mulher treme,
Porque todo amor diante do homem chora!


















