
O Grupo Dona Mariquinha se fará presente na abertura da Exposição, apresentando-se junto a outros artistas da terra, mostrando um pouco do trabalho musical que vem desenvolvendo, a convite de Sirlene Gomes.
Até lá!
O Grupo Dona Mariquinha nasceu da necessidade de registrar e difundir a música popular de raiz. Com seis integrantes, o grupo tem como objetivo a pesquisa dos folguedos e danças, grupos folclóricos e trajetória dos Mestres da Cultura Popular, além de promover o registro escrito, sonoro e visual destas manifestações, contribuindo na difusão deste patrimônio imaterial.

O Grupo Dona Mariquinha gostaria de agradecer e dizer que com muita honra aceita o convite para fazer parte da Articulação da Cultura Popular e Afro Alagoana, feita por Rogério Dias integrante do Grupo Poesia Musicada no Pandeiro.
A nossa curta trajetória no cenário cultural alagoano nos mostrou quantas dificuldades teremos que vencer para levar a Música Popular de Raiz para cada cantinho do nosso estado e quiçá cruzar fronteiras. Com certeza essa luta será mais branda se estivermos juntos e unidos em prol de um único e só objetivo.
Obrigada Rogério Dias!
A Mesa Redonda sobre Cultura Nordestina foi realizada na tarde desta última segunda-feira (13/06/11) na Escola Estadual Monsenhor Luiz Carlos de Oliveira Barbosa, na cidade de Ibateguara, zona da mata de Alagoas. Mediados pela professora Luana Tavares, participaram da conversa o rabequeiro e compositor Mestre Natalício, a secretária de cultura Luciana Leite, e a vocalista e percussionista do Grupo Dona Mariquinha e do Maracatu Baque Alagoano Rose Mendonça. Alunos, professores e profissionais da área participaram, fazendo perguntas aos palestrantes.
Segundo Mendonça, eventos como este, são fundamentais para consolidar a cultura regional dentro das escolas principalmente nesse momento em que Ibateguara passa por uma revitalização de suas ações culturais. É nesse momento que devemos colocar a nossa cultura em primeiro plano, ressaltou Mendonça.
Com o som da rabeca, Mestre Natalício encerrou a tarde de segunda-feira, para uma platéia atenta e animada.
Dia sem muita animação, tarde de um domingo chuvoso... Até chegar a casa da Mestra Edileusa; que vitalidade, que memória, que alegria. Fomos muito bem recebidos pela Mestra de Baiana, moradora da linda praia de Guaxuma.
Ao entrar em sua casa a primeira alegria; a enorme boneca “Vitalina Deusa do carnaval” nos esperava a soleira da porta muito bem arrumada e ficou ao nosso lado durante toda a tarde, uma honra, afinal ela é uma criação do Mestre Benedito, pai da Mestra Edileusa, que á 55 anos sai todos os sábados de Zé Pereira, à meia noite, pelas ruas “da Guaxuma” convocando a todos para “brincar o carnaval”.
Mestre Benedito criou Vitalina que no início era vestida de folhas de bananeira para que saísse acompanhando o Bloco da Mocidade. Após algum tempo, seu Pedro Vieira sugeriu ao Mestre que fizesse uma roupa mais bonita pra Vitalina, como “o mar num tava pra peixe”, a solução foi vestir Vitalina com um lindo vestido de estopa, estopa essa dos sacos de mercadorias que chegavam ao Barracão (espécie de mercadinho onde se vendia de tudo um pouco), para que ficasse mais bonito enfeitaram o vestido com papel crepom.
O tempo foi passando, as coisas melhorando, Vitalina a cada ano que saia ganhava um dinheirinho (quem gostava da festa doava algum dinheiro para ajudar nos festejos do próximo ano) e então começou a ter vestido bonito todos os anos. Antes de Mestre Benedito morrer, pediu a filha Edileusa que não deixasse Vitalina sair se não fosse com um vestido bonito, e assim o compromisso é mantido, todo ano lá está Vitalina com seu vestido/fantasia novinho para desfilar pelas ruas e até viajar, pois é! Ela recebe convites para ir para outros bairros e cidades próximas, além de ser figura certa no tradicional Banho de Mar a Fantasia, sua última vestimenta foi de cigana.
Procuramos Mestra Edileusa para sabermos um pouco mais sobre as “Baianas”, folguedo típico de Alagoas, Alagoas do baianá. Encontramos isso e muito mais! Além de Mestra Edileusa, encontramos um enorme acervo (mental e um caderno encantado) da irmã do Mestre Benedito, Mestra Antonia, tia da Mestra Edileusa, que faleceu a dois meses com 96 anos de idade, encontramos também o Bloco Mocidade com sua linda Vitalina e a Ciranda de Trupé, folguedo típico do litoral norte de Alagoas, que infelizmente não vemos mais em nossas festas e que Mestra Edileusa fez questão de cantar e dançar para que não perdêssemos nadinha.
Matulão (espécie de trouxa típica do nordeste) cheio, sorriso no rosto, saímos felizes, satisfeitos e agradecidos pela oportunidade rara que tivemos e pelo maravilhoso baú de sabedoria que nos foi aberto.
Texto Rose Mendonça